O que é a Escleroterapia?
A escleroterapia é um procedimento ambulatorial em que o profissional injeta um esclerosante dentro de vasos doentes (ex.: vasinhos/telangiectasias e veias reticulares) para fechá-los por dentro. O agente pode ser aplicado em líquido ou em espuma (microespuma); em veias maiores e não visíveis, pode ser guiado por ultrassom. O objetivo principal, no contexto estético, é suavizar a aparência dos vasinhos nas pernas; em casos selecionados, também pode ajudar sintomas de varizes superficiais.
Para quem é a Escleroterapia?
- Pessoas com telangiectasias (“vasinhos”) e veias reticulares finas (classe CEAP C1), com queixa estética predominante.
- Pacientes com varizes superficiais selecionadas, inclusive com espuma guiada por ultrassom quando indicado pelo exame vascular.
- Não é a primeira escolha quando há refluxo importante em veias tronculares (ex.: safena); nesses casos, avaliam-se técnicas como endolaser, radiofrequência ou cirurgia, conforme diretrizes e exame Doppler.
Quais são os benefícios da Escleroterapia?
- Melhora estética visível dos vasinhos e, em alguns casos, alívio de sintomas (peso, queimação).
- Procedimento rápido, em consultório, com retorno rápido às atividades.
- Versátil: diferentes agentes (ex.: polidocanol/lauromacrogol 400, sulfato de tetradecil sódico, glicose hipertônica) e modos (líquido, espuma, guiado por ultrassom).
- Pode ser combinado a tecnologias transdérmicas (ex.: Nd:YAG 1064 nm) em protocolos como CLaCS (criolaser + crioscleroterapia), quando apropriado.
Quais são os limites da Escleroterapia?
- Podem ser necessárias várias sessões; o corpo pode formar novos vasinhos com o tempo (manutenção).
- Não corrige excesso de pele/flacidez nem varizes com refluxo axial acentuado (nesses casos, outras técnicas podem ser superiores).
- Gestação é geralmente contraindicada; há outras contraindicações específicas conforme o agente e o histórico clínico.
Como funciona (sessão e tecnologia)
- Avaliação vascular (história, exame e, se necessário, Doppler) para definir plano e agente.
Agentes:
- Detergentes: polidocanol (lauromacrogol 400) e sulfato de tetradecil sódico (STS) — amplamente usados.
- Hiperosmolares: glicose hipertônica (com uso consolidado no Brasil; há estudos comparando esquemas com polidocanol).
Forma de aplicação:
- Líquido (microinjeções) para telangiectasias/reticulares.
- Espuma (microespuma) — maior contato com a parede do vaso; pode ser guiada por ultrassom para veias não visíveis/maiores.
- CLaCS: combinação de laser transdérmico + injeção com resfriamento da pele; técnica bastante difundida para vasinhos/veias nutridoras.
- Duração: ~15–45 min por sessão.
- Intervalos e número de sessões: costumam variar entre 3–6 semanas de intervalo; quantidade depende da extensão e resposta.
Segurança e cuidados
- Efeitos esperados: leve ardor, coceira, vermelhidão e hematomas; escurecimento temporário (hiperpigmentação) pode ocorrer.
- Eventos menos comuns: matting (rede de vasinhos finos), bolhinhas/crostas, alergia ao agente.
- Raros e relevantes: necrose cutânea por extravasamento/arteríola inadvertida, trombose venosa/embolia; por isso o procedimento deve ser feito por equipe habilitada, com seleção de casos, técnica adequada e compressão/deambulação orientadas.
- Pós-procedimento: caminhar no mesmo dia; usar meias de compressão (geralmente 20–30 mmHg, por dias a 1–2 semanas, conforme orientação); evitar calor intenso e sol direto na área por alguns dias para reduzir risco de pigmentação; retomar exercícios conforme liberação.
- Regulatório: exija produtos com registro e ambiente regularizado; no Brasil, a consulta pública de registro de medicamentos da Anvisa permite verificar fabricantes e apresentações.
Sensação do procedimento
Picadinhas e leve ardor durante as injeções. Em protocolos combinados (como CLaCS), o resfriamento ajuda no conforto.
Resultados e manutenção
- A veia tratada clareia/colapsa progressivamente em semanas; algumas áreas precisam de retoques.
- As veias fechadas tendem a não voltar, mas novos vasinhos podem surgir ao longo do tempo — por isso muitos pacientes fazem manutenção periódica.
Preço (estimativas)
Valores variam por cidade, extensão, técnica e equipe:
- Vasinhos (telangiectasias/reticulares) — sessão avulsa: exemplos públicos no Brasil mostram ~R$ 250–R$ 600 por sessão; há ofertas promocionais pontuais nessa faixa.
- Espuma guiada por ultrassom (planos para varizes): exemplos de clínicas relatam ~R$ 3.000–R$ 10.000 pelo tratamento do segmento/etapa, a depender do mapa venoso e da complexidade.
- A avaliação define número de sessões, combinações (ex.: CLaCS) e o investimento total.
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